domingo, 5 de fevereiro de 2012

A NOITE DE UM VAMPIRO...

Eu estava indo para casa,numa estrada fria,deserta e escura...Sozinha,eu andava rápido,sentia como se houvesse alguém ou alguma coisa me seguindo ,me vigiando,já havia sentido aquilo antes,e da última vez fui parar num hospital.Eu começava a achar aquilo tudo muito estranho, á uns minutos atras eu estava bem, andando com meus amigos, voltando do cinema e quando eles se distânciaram, eu senti aquele vazio, aquele medo...
Algo ou alguém sussurrou no meu ouvido ou eu simplesmente havia ouvido aquilo na minha mente:
"Você já quis morrer quando esteve longe de quem te ama?"
Virei-me para tras, esperando encontrar o autor da piadinha sem graça, mas a única coisa que eu encontrei, foi a escuridão mortal.
Comecei a correr desesperadamente, quando eu cheguei ao poste, peguei meu celular... Estava sem bateria e se desligou no primeiro numero que eu digitei.
Misteriosamente e como eu já esperava, a luz do poste se apagou, me deixando na penumbra total, meus olhos se acostumaram com a noite e eu pude ver, vindo da escuridão, um rapaz...
Era alto, vestia-se com roupas simples: Uma camisa branca sem estampa alguma e um jeans rasgado nos joelhos, eu queria correr, mas meu corpo parecia ter sido petrificado pelo medo que eu senti. Outra vez, palavras foram sussurradas gentilmente na minha cabeça:
"Não se mova".
Eu tentei gritar, mas minha garganta estava seca, o homem se aproximava cada vez mais... E mais... E mais...
Até que ele se abaixou bem ao meu lado e sorriu, ele era bonito sim, tinha olhos verdes bem claros e a pele branca, o cabelo escuro caia sobre os seus olhos.
-Diga-me seu nome.
Eu disse contra minha vontade:
-Lucy.
Ele me pegou pelo braço e me obrigou a levantar, minhas pernas não obedeciam aos meus movimentos e apenas se balançavam como se eu fosse um boneco qualquer, ele empurrou, eu bati as costas contra a parede e gritei de dor.
-Doeu, meu anjo?
Eu não conseguia falar, nem gitar, nem fazer nada, eu só podia observá-lo se aproximar mais e mais, ele beijou meu pescoço e riu, uma risada groceira e rouca.
A dor se espalhou pelo meu corpo, queimava, dilacerava, e ele tapou minha boca quando eu consegui gritar.
E as ultimas palavras que eu ouvi foram sussurradas com uma doçura incrível nos meus ouvidos, seus lábios tocavam minha orelha quando ele falava e eu vi sangue pingando no chão:
"Pronto, pequena, acabou... Eu acabei... Você já era"
E riu...

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